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Comunidade quilombola de Moju ganha Casa Familiar Rural

Quatorze comunidades da área do Território Quilombola do Jambuaçu, localizado no município de Moju, região do Baixo Tocantins no Pará, comemoram a inauguração da Casa Familiar Rural (CFR), resultado da parceria entre a Vale e a prefeitura de Moju. A Casa vai abrigar uma escola agrícola, com 60 alunos matriculados no Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries. A inauguração da Casa Familiar faz parte de um conjunto de investimentos que a Vale realiza no Território de Jambuaçu, como parte do convênio de cooperação assinado com a prefeitura municipal e as comunidades quilombolas em benefício das próprias comunidades.

A escola agrícola da Casa vai seguir a metodologia da Alternância, em que o aluno passa um período na escola e outro na comunidade de origem, conciliando as disciplinas curriculares com as agrícolas. Inicialmente, a instituição irá matricular apenas estudantes do Ensino Fundamental. A meta, porém, é estender a formação até o Ensino Médio e, assim, atingir a sua capacidade total, que será de 120 alunos matriculados.

De acordo com o gerente de Suporte às Operações da Vale em Paragominas e responsável pelas relações com a comunidade na região, José Flávio Alves, a instalação da Casa Familiar Rural “vai permitir o acesso à educação formal e a capacitação profissional de modo contínuo e de qualidade, respeitando as particularidades das comunidades, suas tradições e costumes”. Ele lembra ainda que a formação profissional dos alunos garantirá uma ampliação das atividades agrícolas em suas comunidades, favorecendo geração de renda e melhoria da qualidade de vida, afastando desta forma o êxodo rural.

A Casa Familiar Rural está instalada numa área de aproximadamente 850 m², toda equipada, com espaços para refeitório, cozinha, dormitórios masculinos e femininos, área de convivência, salas de aulas e uma grande sala de multiuso. Além disso, Vale assumiu o compromisso para o funcionamento da Casa, fazendo um repasse no valor de R$ 100 anuais, por um período de cinco anos.

As obras incluíram a construção de um posto de saúde, limpeza sob a Linha de Transmissão da Mina de Bauxita de Paragominas, possibilitando o plantio de subsistência em aproximadamente 15 Km de extensão dentro do Território do Jambuaçu. O investimento da Vale para a região dos quilombolas ultrapassa o valor de R$ 1Milhão, que também possibilitou a recuperação de 33 Km de estradas vicinais de Moju, trabalho conduzido pela equipe de implantação do projeto Mina de Bauxita de Paragominas e acompanhado pelos membros das associações quilombolas. Ainda estão em fase de conclusão, as obras para construção de dois campos de futebol para o lazer dos moradores locais. Também será realizado um estudo para mapear as potencialidades agrícolas do Território Quilombola, com a finalidade de subsidiar a implementação de projetos de desenvolvimento auto-sustentáveis na comunidade.

Para a implantação da Casa, além da Vale e da prefeitura municipal, foram envolvidos diversos agentes como: Secretaria de Justiça do Pará, por meio do Programa Raízes; Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Pará (Arcafar); Comissão Pastoral da Terra; Sindicato dos Tralhadores Rurais de Moju e Associação dos Moradores das Comunidades Quilombolas do Jambuaçu.

A inauguração da Casa Familiar Rural acontece nesta segunda-feira, 18, às 10 horas. Das 14 comunidades que compõem o Território Quilombola Jambuaçu, quatro delas estão na área do mineroduto de bauxita (com 244 km de extensão e atravessará sete municípios) e da linha de transmissão de energia elétrica da Mina de Bauxita Paragominas da Vale.

 

 

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