Conjove promove palestra sobre Propriedade Intelectual
Quem passa pelas principais ruas comerciais de Belém ou transita nos bairros da capital paraense, percebe que a compra de produtos pirateados já não é vista com tanto receio pelas pessoas. A prática é considerada pelos especialistas como o crime do século 21 pois, de acordo com dados da Interpol - Organização Internacional de Policia Criminal - que auxilia na cooperação de polícias de diversos países - a falsificação de produtos movimenta algo em torno de um bilhão e meio de reais por ano. Perde somente para o tráfico de drogas. De acordo com dados do Ministério da Justiça, de cada 10 CDs e DVDs vendidos, quatro são falsificados. Somente em 2006, foram apreendidos em todo país mais de R$ 870 milhões em produtos piratas. O número desses produtos falsificados apreendidos no Brasil passou de 450 mil para mais de 7,3 milhões de unidades ao ano.
Isso não é tudo. A comercialização de produtos ilegais, além de ser um desrespeito aos direitos autorais, toca num assunto que está diretamente ligado aos recursos que a sociedade terá disponível para investimento em saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e todos os serviços públicos derivados da arrecadação dos impostos que acabam sendo sonegados com o comércio dos “piratas”. Segundo Alan Magalhães, coordenador da Câmara Setorial de Informática, da Associação Comercial do Pará (ACP), a situação é preocupante. “Em pesquisa promovida pela Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) em 2007 e 2008 identificamos que, no Brasil, o mercado é composto por 7.936 empresas desenvolvedoras de softwares e de prestação de serviços, sendo que 94% são pequeno e médio porte. Elas movimentaram em 2008, cerca de 4,19 bilhões de dólares e estudos apontam perdas de 40% com a pirataria ao ano”, afirmou.
O preço pelo desrespeito aos direitos autorais é muito alto para todos. Conforme mostra a legislação brasileira os danos para as empresas que utilizam em suas estruturas software pirata podem ser irreversíveis sejam à imagem pessoal, profissional ou empresarial. Na maioria dos casos essas empresas acreditam que a impunidade vai prevalecer e preferem pagar pra ver e correr o risco de sofrer punições como prisão, pagamento de altas indenizações, comprometimento de carreira e falência do negócio. Também correm o risco de prejuízos incalculáveis, pela presença de vírus no computador, perda de arquivos, ausência total de qualquer tipo de suporte, decorrentes da prática ilegal.
“A reprodução ilegal de software para uso interno, sem as respectivas licenças de uso é a mais comum. As empresas são as responsáveis por mais da metade das perdas sofridas pela indústria mundial. Infelizmente, poucas empresas adotam uma postura preventiva. A maioria faz vistas grossas”, afirma Magalhães.
Para falar sobre essa prática, as ações de repressão, educação e economia, o Conselho dos Jovens Empresários (Conjove-ACP), em parceria com a ABES, Business Software Alliance (BSA), Câmara Setorial de Informática da ACP e Câmara de Dirigentes Lojistas de Belém (CDL) realizam a palestra “Propriedade Intelectual Gerando Negócios”, dia 16, às 19 horas, no Auditório do CDL Belém. O objetivo da palestra é a conscientização. Disseminar o conhecimento sobre o setor e estimular o desenvolvimento de um dos segmentos mais importantes da economia nacional.
Aberta ao público, a palestra mostrará como a pirataria afeta diretamente a cadeia produtiva, a competitividade da indústria brasileira e a geração de empregos, pois a pirataria é um problema de todos os segmentos e classes sociais. O evento é direcionado aos empresários e será possível identificar reais oportunidades de gerar bons negócios, criando uma relação de confiança com o cliente.
Serviço:
Palestra “Propriedade Intelectual Gerando Negócios”
Data: 16 de Abril de 2009
Horário: 19 horas
Local: Auditório do CDL Belém, Na Rua 28 de setembro, 16/22 – Campina – Belém – Pará
Confirmações: 4005-3918 Conjove (Entrada Gratuita) //
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