Vale e Museu Goeldi publicam obra sobre Educação Patrimonial
Nesta sexta-feira, dia 6, comunidades quilombolas do municípios de Moju e a comunidade Nossa Senhora do Carmo, no Município de Abaetetuba, terão a oportunidade de conhecer e guardar importantes informações sobre a origem, cultura e costumes dos primeiros moradores dessas regiões. Eles receberão os exemplares do "Caderno de Educação Patrimonial e Arqueologia”, resultado do projeto “Educação Patrimonial na Área de Influência do Projeto Bauxita Paragominas” ação que ocorreu, simultaneamente, com o projeto “Arqueologia Preventiva”, realizados pela Vale em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi.
A obra, desenvolvida para o público infantil, contém textos, exercícios e jogos construídos juntos com as crianças das comunidades São Bernardino, Santa Luzia do Poacê, Nossa Senhora da Graças, Santa Luzia do Traquateua, Santa Maria do Traquateua, Santana do Baixo e Nossa Senhora do Carmo, localizadas nos municípios de Moju e Abaetetuba. O conteúdo aborda ainda, de maneira simples e didática, a importância da Arqueologia e conta um pouco da história e da cultura dessas duas cidades paraenses.
Foram produzidos 1000 mil exemplares do “Caderno de Educação Patrimonial e Arqueologia”. Parte desta publicação, que marca o encerramento das atividades do projeto de “Educação Patrimonial”, será destinada às comunidades beneficiadas pela iniciativa, assim como escolas e instituições municipais.
Além da publicação, o projeto deu oportunidade aos participantes: crianças, jovens e adultos de confeccionarem novos produtos com base no material arqueológico resgatado. Os produtos podem se tornar mais uma fonte de renda para os artesãos, uma vez que já iniciaram a produção de bijuterias e pintura em placas de cerâmica para serem comercializados em feiras e eventos dos municípios.
Projetos
Os projetos “Arqueologia Preventiva” e “Educação Patrimonial na Área de Influência do Projeto Bauxita Paragominas” foram desenvolvidos nos anos de 2003 a 2007. O primeiro incluiu as etapas de prospecção, escavação e salvamento do material arqueológico, resultando em 26 mil fragmentos de origem indígenas com quase 900 anos cada, acervo que está sob a responsabilidade do Museu Emilio Goeldi. O “Arqueologia Preventiva” ainda irá publicar seis obras sobre as atividades do projeto, incluindo um DVD-ROM.
Na área de Educação Patrimonial, cerca de 170 jovens e adultos de comunidades de Abaetetuba e Moju, municípios que estão na área de influência do mineroduto de bauxita da Vale, participaram das atividades desse projeto. A partir do material arqueológico resgatado, foram produzidos desenho raspado de espécie de peixes da região, bijuterias e pintura em placas de cerâmica. O encerramento do projeto é marcado pela publicação e entrega do "Caderno de Educação Patrimonial e Arqueologia”.